O mergulho profundo da Borderline em um universo desconhecido e perigoso.
Ela sai muito triste do consultório e vai caminhando lentamente até o seu carro. Fica pensando no que a psicóloga lhe explicou sobre a falta de afeto e o Vazio que Zaira sente. Em um ato explosivo e impulsivo, pega o carro e parte em alta velocidade na direção do apartamento de seu namorado. Avança sinais de trânsito e quase bate o veículo. Quando chega toca o interfone e sobe. Koni abre a porta e ela o beija. Entram, tiram as suas roupas e fazem um sexo intensamente. A jovem precisava receber afeto. Acreditava que com o sexo conseguia isso. Depois do sexo eles cheiram um pouco de cocaína e ela vai embora.
Segue em direção da casa de Lina. Agora quem dirige em alta velocidade é a dama de branco. Enquanto ela conduz seu carro acelerando de forma intensa, Zaira pensa que não recebe afeto, não gostam dela e leva uma vida de abandono. Já que sua vida é essa desgraça, caso o carro capote e ela morra ninguém vai sentir a sua falta. A estrutura de personalidade impulsiva, que era sem limites e transitava sim constantemente na fronteira entre a normalidade e a loucura, era conduzida pela pulsão de morte e fugas da realidade. O inconsciente geralmente ditava todas as regras na vida de Zaira. Muitas vezes tinha sucesso, mas agora tinha falhado, pois ela não morreu e chegou no prédio da amiga. Liga para Lina e diz que está subindo. Lina abre a porta e pergunta onde Zaira estava. Diz que esteve com Koni, transou e veio ver a amiga. Abrem dois energéticos, fazem quatro carreiras de cocaína sobre a mesa e Lina coloca um CD de reggae no seu aparelho de som da sala. Cheiram calmamente enquanto escutam a música. Conversam bastante e dão várias risadas. Zaira se despede de Lina e vai embora.
Categoria: Cortes na Alma
Categoria: Zaira: Despertando o Mental